Tratamento para usuários de drogas

Tratamento

  Dentre as pessoas que usam drogas, quem deve ser tratado?
O que é diminuição de prejuízos relacionados ao uso de drogas?
Que tipos de ajuda terapêutica existem para os dependentes?

O que vai ser tratado?

Quais os transtornos psiquiátricos mais associados às dependências?
Os dependentes de drogas devem ser internados para tratamento?
Dentre as pessoas que usam drogas, quem deve ser tratado?

O tratamento deve ser dirigido basicamente às pessoas que se tornaram dependentes de drogas.

Da mesma forma que não há qualquer sentido em propor tratamento a alguém que usa álcool apenas ocasionalmente, também não devemos falar em tratamento para usuários experimentais ou ocasionais de outras drogas.

O que é diminuição de prejuízos relacionados ao uso de drogas?

“Prejuízos” pode ser entendido como danos, riscos, perigos.

Dessa forma, diminuição de prejuízos é um conjunto de medidas dirigidas a pessoas que não conseguem ou não querem parar de consumir drogas.

Essas estratégias têm por objetivo reduzir as conseqüências negativas que o uso de drogas pode ocasionar.

Um exemplo seriam as campanhas orientando as pessoas a não dirigirem após consumir bebidas alcoólicas. Outro exemplo seriam os programas de troca de seringas dirigidos a usuários de drogas injetáveis.

Sabemos que a forma de transmissão mais perigosa do vírus da AIDS é a passagem de sangue contaminado de uma pessoa para outra.

Nos programas de troca de seringas, são recolhidas as usadas e colocadas novas à disposição.

Por meio desses procedimentos ocorre redução importante da infecção pelo vírus da AIDS, assim como de outras doenças contagiosas.

Ao contrário do que se temia inicialmente, os programas de troca de seringas não induzem as pessoas a utilizar drogas injetáveis.

Além disso, eles constituem uma medida de saúde pública da maior importância para o controle da epidemia mundial da AIDS.

Que tipos de ajuda terapêutica existem para os dependentes?

Existem diversos modelos de ajuda a dependentes de drogas: tratamento médico; terapias cognitivas e comportamentos; psicoterapias; grupos de auto-ajuda (do tipo Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos); comunidades terapêuticas; etc.

Em princípio pode-se dizer que nenhum desses modeles de ajuda consegue dar conta de todos os tipos de dependências e dependentes.
Se alguns podem se beneficiar mais de um determinado modelo outros necessitam de diferentes alternativas.

É  muito difundido o modelo que utiliza ex-dependentes de drogas como agentes “terapêuticos” já que uma pessoa que passou pelo mesmo problema pode ajudar o dependente a se identificar com ela e compreender melhor seus problemas.

É importante, porém observarmos que os efeitos positivos de uma abordagem dependem essencialmente da capacitação técnica dos profissionais envolvidos.

Os especialistas em dependência vêm realizando pesquisas nos últimos anos para determinar que tipos de dependentes se beneficiam mais de um ou de outro tipo de ajuda.

Entretanto deve-se destacar que as abordagens medicopsicológicas (que associam ao mesmo tempo os recursos da medicina e da psicologia) têm se mostrado mais eficazes na maior parte dos casos.

O que vai ser tratado?

A maioria dos modelos de tratamento focaliza principalmente a dependência da droga.

Embora esse seja realmente o ponto central que leva a pessoa a procurar tratamento, os dependentes freqüentemente apresentam outros problemas associados ao uso abusivo de drogas.

É extremamente importante que esses transtornos recebam a devida atenção, pois se não forem também tratados haverá uma grande probabilidade de a pessoa voltar a ser dependente.

Por exemplo, dependente de drogas que também apresenta depressão (o que é muito freqüente!) deverá receber tratamento não apenas da dependência mas também da depressão.

Se o tratamento for dirigido apenas para a dependência, sua depressão não tratada provavelmente o levará a abusar de drogas novamente.

Quais os transtornos psiquiátricos mais associados às dependências?

A depressão é o transtorno que mais se associa ao abuso e à dependência de drogas.

Outros transtornos freqüentemente encontrados entre os dependentes são o transtorno de ansiedade, o obsessivo-compulsivo, os de personalidade e, mais raramente, alguns tipos de psicoses. Mais recentemente descobriu-se que indivíduos com transtornos neurocognitivos (de aprendizagem) estão mais propensos a se tornarem dependentes de drogas.

Esses podem se manifestar através de problemas de atenção, memória, concentração ou linguagem, entre outros.

A grande dificuldade decorre de, com muita freqüência, esses sinais não serem identificados nem pelos familiares nem pela escola, podendo estar presentes desde a mais tenra idade.

Exemplificando, muitos jovens considerados rebeldes, preguiçosos, desinteressados, vagabundos ou indisciplinados, na verdade podem apresentar um transtorno específico de aprendizagem ou de atenção. É importante ressaltar que esses transtorno prejudicam profundamente a auto-estima e o desenvolvimento das crianças e dos jovens, atrasando ou até mesmo impossibilitando o uso de suas potencialidades.

Se fossem diagnosticados de modo correto, esses distúrbios poderiam ser facilmente tratados, evitando assim as conseqüências drásticas que ocorrem quando não são identificados.

Como exemplo disso, muitos dependentes de drogas que apresentavam transtorno de atenção, quando o problema foi adequadamente tratado, pararam de consumir drogas.

Os dependentes de drogas devem ser internados para tratamento?

Na maior parte dos casos, o tratamento do dependente de drogas não requer internação. Nos raros casos em que é necessária, ela deve ser decidida com base em critérios claros e definidos, estabelecidos por um especialista.

A internação de um dependente de drogas sem necessidade pode levar até mesmo a um aumento do consumo.

O aumento do consumo após uma internação indevida pode se dar por diversas razões, como sentimentos de revolta de um dependente ainda não suficientemente convencido da necessidade de ajuda.

Tratamento para Dependência química

 O dependente químico na ativa é a pessoa que está fazendo o abuso de álcool e de outras drogas, o real é ter a obsessão que é a idéia fixa por droga!

Nossa Clínica Dependencia Química e Alcoolismo é Iluminada?

“O tratamento para dependência de drogas realizado pela Clínica Terapêutica ILUMINADA: tem como característica principal o compromisso de ser profissional,” para oferecer o melhor serviço para quem sofre desta doença.
Para garantir este profissionalismo, a Clinica Terapêutica ILUMINADA, oferece um tratamento terapêutico com base nos mais eficazes estudos científicos relacionados à dependência química.

Isso quer dizer que em vez de submeter o paciente a trabalhos laborais ou outras práticas que pouco ajudam na recuperação, a Clínica trata o indivíduo a partir das causas biológicas, psíquicas e sociais que o levaram a desenvolver a dependência.
Quando chega à clínica, o paciente é recebido por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos psiquiatras, clínicos gerais, psicólogos, nutricionistas, terapeutas, professores de educação física, que atuam de forma interdisciplinar em atividades correlacionadas.

O tratamento reúne etapas importantes, tais como: desintoxicação; atendimento com base na terapia cognitivo-comportamental, pela qual o paciente é levado a entender sua doença e mudar seu comportamento em relação a ela; e ressocialização, momento o qual ele se prepara para reencontrar sua família, seus amigos, seu trabalho.

O tratamento para dependentes químicos pode ser realizado em três diferentes abordagens:

Internação Involuntária :Internação Voluntária Internação Intensiva
Indicada para os casos em que o dependente põe em risco a si próprio e a sua família, usando drogas de forma compulsiva, não aceitando qualquer tratamento.

Possuímos equipes capacitadas para o tratamento e remoções de urgência, devidamente autorizadas e com amparo legal.

Adequada para quem reconhece a necessidade da ajuda profissional e se dispõe voluntariamente à internação.
O programa terapêutico é aplicado em regime de tratamento continuado com período de 120 a 180 dias, conforme avaliação.

Tratamento de curta duração que reúne as etapas fundamentais do programa terapêutico em um período mínimo de internação de 30 a 60 dias.

Realizado em unidade especializada e com acompanhamento psicoterapêutico pós-internação.

Tratamento feminino Dependência química

Seja bem vinda(o) Clínica Feminina Dependência quimica

 Nossos Tratamentos Feminino

“Tratamento feminino dependência química:”Sabemos que as causas da dependência química são compostas de fatores comportamentais, psicológicos, biológicos e sociais, e as mulheres tem suas características e necessidades singulares, por isso o Centro Paulista de Recuperação desenvolveu uma metodologia de tratamento específica para elas.

Com uma abordagem terapêutica diferenciada para mulheres, o tratamento da dependência química (álcool e drogas), é realizado em regime de internação continuada, que poderá ser Voluntária, ou seja, quando a paciente reconhece a necessidade da ajuda profissional para superar a doença ou  através da internação Involuntária, nos casos em que a paciente precisa do tratamento e se recusa a aceitá-lo.

Além do tratamento específico para a dependência química, ainda são trabalhados os seguintes temas:

– Cuidados específicos da saúde da mulher.

– Grupos voltados à MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) – trabalha os -descontroles emocionais (libido exacerbado e compulsivo).

– Maternidade:

  1. a) enfoque na responsabilidade;
  2. b) problemas de guarda;
  3. c) repercussão social;
  4. d) prevenção à gravidez;
  5. e) transtornos mentais e comportamentais associados ao puerpério (depressão pós parto).

– Grupos de conscientização:

  1. a) transtornos alimentares – anorexia e bulimia: trabalha a senso-percepção ou a percepção da auto imagem;
  2. b) abuso de substancias estimulantes, tais como anfetamina.

Conheça nossa Metodologia de Tratamento da Dependência Química

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MAIORES INFORMAÇÕES:

Transtorno bipolar alcoolismo

   Alcoolismo A alta prevalência de uso de substâncias psicoativas em pacientes com transtornos psiquiátricas tem recebido atenção cada vez maior por parte dos pesquisadores. Transtorno Bipolar e Alcoolismo são doenças familiares com fatores genéticos implicados na sua etiologia. A relação genético-familiar entre ambas é controversa e tem sido estudado de forma insuficiente. Nos últimos anos, inúmeros pesquisadores tem demonstrado interesse crescente e destacado a relação entre Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo, num espectro muito mais amplo que uma simples comorbidade entre duas patologias psiquiátricas de importância no contexto social.

O Alcoolismo tem se mostrado mais comum na população de pacientes com Transtorno de Humor Bipolar (THB) do que na população em geral. Estudos genéticos em famílias desses pacientes podem identificar causas de excesso de comorbidade entre as duas patologias. O termo comorbidade neste trabalho relaciona-se ao cálculo feito para avaliar-se a chance de duas patologias ocorrerem ao mesmo tempo em um mesmo indivíduo a partir das prevalências em separado. Sendo assim, o chamado excesso de comorbidade caracteriza uma associação (concomitância) de prevalências mais freqüentes do que a esperada em separado, destacando neste trabalho a associação entre Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo.

Recentes estudos epidemiológicos tem mostrado convincentemente que os diagnósticos de Transtorno Bipolar e Alcoolismo ocorrem mais freqüentemente juntos do que o esperado pela chance. Por exemplo, o ECA, Epidemiological Catchment Area Study (Regier et al 90), relatou em estudo multicêntrico uma taxa alta de comorbidade entre Transtorno Bipolar e Alcoolismo com Odds ratio de 6.2, destacando que o THB é a patologia de Eixo I mais associada com Alcoolismo. As razões para esta alta prevalência de comorbidade permanecem obscuras. Maier (1996) em seu trabalho, mostra prevalência de 8,3% para Dependência ao Álcool. Entre os pacientes com Transtorno de Humor Bipolar, 40,6% (Odds Ratio 5.6) apresentaram Abuso ou Dependência ao Álcool. A análise das características da co-ocorrência e co-transmissão do Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo em famílias pode prover dados para o entendimento da alta comorbidade entre estas duas patologias na população geral, mostrando que estas representam a comorbidade mais prevalente entre os diagnósticos psiquiátricos de eixo I (CID-10 e DSM-IV).

“Compartilhar fatores de risco familiar” inclui alta prevalência de Alcoolismo em familiares de pacientes bipolares “puros”, além da presença concomitante de Transtorno Bipolar e Alcoolismo em familiares de pacientes com ambas as patologias. Seu pior curso e prognóstico em relação aos diagnósticos em separado parece estar relacionado `a identificação unicamente do diagnóstico primário, deixando de atender o diagnóstico secundário, que se não prevenido e tratado adequadamente, desenvolve novo ciclo da doença (Ex: Episódio maníaco desencadeando aumento da ingesta alcoólica).

Winokur et al (1967), num estudo pequeno, sem grupo-controle encontraram maior prevalência de Alcoolismo em familiares de primeiro grau de pacientes com transtorno de Humor Bipolar, especialmente nos casos de início precoce da doença afetiva. O trabalho de Strakowski (1992) avaliou outros diagnósticos psiquiátricos em quarenta e um pacientes hospitalizados pela primeira vez devido a episódio maníaco, e encontrou 24,4% dos pacientes internados no primeiro episódio por mania com diagnóstico de abuso ou dependência ao álcool, sendo esta a maior comorbidade psiquiátrica encontrada neste estudo.

Weiss (1987) hipotetiza que pacientes bipolares usam substâncias psicoativas com o intuito de auto-medicação de seus sintomas de humor e que o abuso e dependência ao álcool pode precipitar ou perpetuar episódios de humor.

Brady (1992), relacionando o curso da doença em pacientes com Transtorno Bipolar e Alcoolismo com outros somente apresentando Transtorno Bipolar verificou um pior curso, com sintomas mais proeminentes nos pacientes com Transtorno Bipolar e Alcoolismo, demonstrando a influência negativa do abuso de substâncias psicoativas, neste caso o álcool, no curso e prognóstico do Transtorno Bipolar. Também mostrou que pacientes que apresentam concomitantemente o Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo, apresentam melhor resposta terapêutica ao uso de anticonvulsivantes em relação ao Lítio, provavelmente relacionado ao efeito GABAérgico. Este fato levanta a hipótese de que o álcool, por meio deste mesmo efeito GABAérgico apenas inicial, venha sendo usado para fins “terapêuticos” em pacientes Bipolares, com resultados posteriores desastrosos no tocante ao prognóstico. Este trabalho sugere a existência de uma forma independente de transmissão entre o Transtorno Bipolar e o Alcoolismo. Reich (1974) mostrou que 31% dos pacientes identificados com Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo bebiam excessivamente, em maior quantidade na mania, para acalmarem-se. Uma maior prevalência de Alcoolismo em pacientes com Transtorno de Humor Bipolar e seus familiares e vice-versa pode corroborar a possibilidade de um envolvimento genético comum entre estas duas patologias, com potencial futuro para identificação de um diagnóstico único (por EX: Agorafobia com ou sem Pânico).

Winokur et al (1993) coloca que a taxa de Alcoolismo em pacientes com Transtorno de Humor Bipolar pode estar relacionada ao aumento da ingesta alcoólica em pacientes durante os episódios maníacos, que o Alcoolismo pode ser um fator predisponente a Mania ou que Alcoolismo e Mania são expressões iguais de um mesmo fator genético.

Winokur et al (1995) em estudo prospectivo de 5 anos, amplo, criterioso e multidirecional com mais de 200 bipolares com e sem alcoolismo (2 grupos) e seus familiares concluiu que a relação familiar entre Transtorno Bipolar e Alcoolismo é mais forte que entre Depressão Maior e Alcoolismo, não explicado pela simples prevalência destas patologias. O trabalho conclui demonstrando uma pequena correlação entre componentes familiares de pacientes Bipolares e Alcoolistas. Os familiares de pacientes com Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo concomitantemente (BIPALCO) apresentaram maior prevalência de Transtorno de Humor Bipolar comparados com Bipolares “puro”, Alcoolistas e grupo controle. Os autores expressam que BIPALCO seria uma entidade nosológica `a parte e não a presença de duas patologias separadamente, como simples comorbidade. Os autores referem que durante um episódio maníaco há aumento do consumo de álcool em 40% dos casos. Reiteram como possíveis bases etiológicas para a excessiva comorbidade entre Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo as seguintes hipóteses:

Que o problema primário, segundo cronologia de início anterior (poucos casos segundo gravidade) é o Transtorno de Humor Bipolar e que o Alcoolismo seria secundário, hipótese esta sugerida pelos autores.

Que o Transtorno de Humor Bipolar e o Alcoolismo sejam apenas uma real comorbidade, uma mera coincidência. Consideram improvável, pois a associação tem mostrado muito maior freqüência que a possibilidade de chances em separado. Além disso consideram que o Alcoolismo a nível de sistema nervoso central pode induzir Mania não como causa única, mas multifatorial, incluindo dano cerebral. Consideram o Transtorno de Humor Bipolar transmitido com uma base genética poligênica e que os fatores genéticos envolvidos no Alcoolismo são compartilhados e predispõem ao aparecimento do THB. Encontraram em relação aos pacientes com Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo, que seus familiares de primeiro grau com Transtorno Bipolar apresentaram maior taxa de Alcoolismo que parentes de Bipolares sem Alcoolismo, enfatizando a base etiológica poligênica.Concluem a partir da observação, que o Alcoolismo secundário em pacientes bipolares é mais propenso a remitir que Alcoolismo primário e vice-versa, enfatizando a relação primário-secundário relacionado a remissão de sintomas e conseqüente prognóstico. Esta idéia é corroborada neste artigo pelo achado de um menor número de episódios de humor em pacientes com Alcoolismo primário comparado com THB como patologia primária. Torna-se de suma importância diferenciar, embora algumas vezes difícil, entre quadro primário de Transtorno de Humor Bipolar e secundário de Alcoolismo ou vice-versa. Isto justifica-se pelo fato do Transtorno de Humor Bipolar ser importante fator de risco para dependência química, poder modificar o curso do Alcoolismo, além de seus sintomas poderem emergir da intoxicação.

Outros autores sugerem em trabalho controlado com metodologia bem delineada que o Alcoolismo familiar pode contribuir para a vulnerabilidade ao Transtorno Bipolar e que existe hereditariedade compartilhada entre as duas patologias através de maior taxa de Alcoolismo em familiares do grupo de pacientes com Transtorno Bipolar e Alcoolismo (BIPALCO) comparado ao grupo somente com Transtorno Bipolar e grupo controle (Winokur, Akiskal et al 1996).

Brady et al (1995) concluiram que o Transtorno de Humor Bipolar associado ao Alcoolismo apresenta início mais precoce e pior curso comparado ao Transtorno Bipolar sem Alcoolismo, além de apresentar-se mais freqüentemente com humor irritável e disfórico, maior tendência a quadros mistos e ciclagem rápida, bem como maior número de internações. Todos estes aspectos presentes predizem má evolução prospectiva do quadro. Enfatizam que a relação entre Transtorno de Humor Bipolar e Alcoolismo não baseia-se simplesmente em causa e efeito, é bidirecional e complexa. Coloca a necessidade de abstinência ao álcool para real identificação e confirmação de quadro de humor primário, já que a redução dos sintomas depressivos devido ao álcool ocorre somente 2 a 4 semanas após interromper o uso do álcool e para os sintomas maníacos, em média de 2 a 3 dias.

A identificação de fatores familiares relacionados a estas duas patologias de extrema importância em saúde pública torna-se fundamental em nível de prevenção e tratamento, principalmente porque a alta freqüência de aparecimento concomitante destes dois transtornos reforça a necessidade de um programa integrado de prevenção e tratamento em conjunto quando identificados de tal forma.

Autores

Rodrigo Machado Vieira*

* Supervisor do Serviço de Psiquiatria-Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre.

Bibliografia

1.Regier DA, Farmer ME, Rae DS, Locke BZ, Keith SJ, Judd LL, Goodwin FK. Comorbidity of Mental Disorders with Alcohol and other Drug Abuse: results from Epidemiologic Catchment Area (ECA) Study. JAMA 1990; 264: 2511-2518.

2.Maier W, Merikangas K. Co-ocurrence and Cotransmission of Affective Disorders and Alcoholism in Families. British J of Psychiatry 1996, 168 (suppl 30): 93-100.

3.Winokur G, Clayton P. Family History Studies: II. Sex Dififferences and Alcoholism in Primary Affective Disorder. Br J Psychiatry 1967; 113: 973-979.

4.Strakowsky S, Tohen M, Stool A, Faedda G, Goodwin D. Comorbidity in Mania at First Hospitalization. Am J Psychiatry 1992, 149: 554-556.

5.Weiss RD, Mirin SM: Substance Abuse as an Attempt at Self Medication. Psychiatr Med 1987; 3: 357-367.

6.Brady K, Lydiard B: Bipolar Affective Disorder and Substance Abuse. J Clin Psychopharmacology 1992; 12suppl: 17s-22s.

7.Winokur G, Coryell W, Endicott J, Akiskal H. Further Distinctions Between Manic-Depressive Illness and Primary Depressive Disorder. Am J Psychiatry 1993; 150: 1176-1181.

8.Winokur G, Coryell W, Akiskal H, Maser J, Keller M, Endicott J, Mueller T. Alcoholism in Manic Depressive (Bipolar) Ilness: Familial Ilness, Course of Ilness, and the Primary-Secondary Distinction. Am J Psychiatry 1995; 152: 365-372.

9.Winokur, Akiskal H ,Coryell W, Endicott J, Keller M, , Solomon D. Familial Alcoholism in Manic-Depressive (Bipolar) Disease. Am J Med Genet 1996; 67;2 : 197-201.

10.Brady K, Sonne P. The Relationship Beetween Substance Abuse and Bipolar Disorder. J Clin Psychiatry 1995; 56(suppl 3): 19-24.

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O processo que traz a sobriedade é tão lento como o que leva ao alcolismo ou a adicção.

Sobriedade não é somente tampar a garrafa ou parar de usar químicos.

O que é a dependência química (adicção)?

É uma doença mental e física (obsessão + compulsão). Atua em todas as áreas (física, mental e espiritual) do indivíduo. A dependência química/adicção é uma doença crônica, progressiva, incurável e  fatal. Progride mesmo quando o dependente químico/adicto não está usando drogas.

Assim como um diabético, o dependente químico/adicto em recuperação consegue apenas estacionar a doença, nunca curá-la. Aqueles que não conseguem estacionar a doença, morrem e matam em consequência dela  – acidentes de carro, suicídios, assassinatos, HIV, hepatite, etc. Quem não morre tem outros destinos: prisões ou o hospício.

Grupos de ajuda: A idéia de que a recuperação de um alcoólico era possível antes que a sua saúde fosse definitivamente prejudicada juntou em 1935 um médico e um corretor da bolsa de Nova Iorque que tinham um problema em comum: o alcoolismo. Assim nasceram os Alcoólicos Anónimos.

Baseado no sucesso de alcoólicos anónimos nasceram grupos especificos para usuários de drogas, Narcóticos Anonimos, etc. Organizados em milhões de pessoas, constituem uma comunidade mundial de adictos e alcoólicos em recuperação, que através da ‘terapia de grupo’ tentam ganhar diariamente a batalha da sobriedade.

Co-dependência: 50% de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vêm de famílias de alcoólatras (Vaillant).

A doença é contagiante.

Um familiar acaba adquirindo hábitos e comportamentos de um dependente químico/adicto .

Ao perceberem, os familiares criaram “grupos de familiares co-dependentes”.

Estes grupos ensinam o familiar a cuidar de si próprio para não sofrer tanto com o adicto.

Agora, claro que, frequentando um grupo, o familiar acaba descobrindo a existência do problema (co-dependência), como se manifesta e, assim, acaba também por agir de forma diferente junto ao dependente.

E no final influi na decisão de o dependente procurar ajuda também.

Grupos de auto ajuda:

  • Al-Anon e Alateen•Alcoólicos Anónimos•Amor Exigente•Comedores Compulsivos•Dependentes de Amor e Sexo•Devedores Anônimos•Jogadores Anônimos•MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas
  • Nar-Anon
  • Narcóticos Anônimos
  • Neuróticos Anônimos

Remédios no tratamento de dependentes Químicos.

                           REMÉDIOS:”Que aliviam o desejo de consumir as drogas e vacinas para a dependência estão sendo testados”, alguns até já estão disponíveis no mercado, como complemento aos programas tradicionais de reabilitação.

Na semana passada, a agência americana de alimentos e medicamentos – o FDA- aprovou o acamprosato, um medicamento para bloquear a dependência do álcool.

Em geral, esses remédios atuam nos receptores opióides cerebrais, diminuindo a fissura pela droga, um dos componentes da dependência química.

“Este é o primeiro remédio aprovado pelo FDA para tratamento do abuso de álcool por uma década.

” Ele é usado para manter as pessoas abstinentes após terem parado de beber. O acamprosato pode não funcionar em pacientes que continuam bebendo ou em pacientes que abusam de outras drogas além do álcool”.

Já as vacinas estimulam a produção de anticorpos, cuja molécula é maior que a da droga, o que acaba por impedir que a molécula da droga ultrapasse a barreira hematoencefálica, ou seja, impede que a droga chegue ao cérebro, explica o psiquiatra Sergio Seibel, 59, presidente do Comitê Multidisciplinar de Estudos em Dependência do Álcool e outras Drogas, da Associação Paulista de Medicina.

 Assim, o usuário deixa gradativamente de sentir o efeito proporcionado pela substância.

“A vacina contra a cocaína é a promessa que está mais perto de ser realizada.

” Em fase experimental em universidades americanas, a vacina deve chegar ao mercado nos próximos anos”.

Vacinas contra a heroína, a nicotina e o ecstasy são bem mais incipientes, estão ainda em fase de estudos farmacológicos”.

A nova geração de medicamentos não só dá esperança aos pacientes e a seus familiares como é uma mudança na visão sobre a dependência química. Para especialistas, os novos tratamentos possibilitarão que o problema seja visto -e tratado- como qualquer outra doença crônica.

Nos EUA, a utilização da buprenorfina tem tirado os pacientes das clínicas de reabilitação e levado os dependentes químicos da heroína para os consultórios médicos, diminuindo o estigma que paira sobre estes. A substância é uma alternativa à metadona, usada no tratamento para a dependência de opiáceos desde os anos 60.

Dos cerca de 10 milhões de americanos dependentes químicos, entre 180 mil e 200 mil são tratados com metadona. Só em Nova York são 36 mil pessoas.

No ano passado, médicos norte-americanos prescreveram 80 mil receitas para a buprenorfina.

No Brasil o uso da heroína é bastante pequeno para a produção de dados. As substâncias que mais causam dependência entre os brasileiros são o álcool e o tabaco.

Apesar de as perspectivas serem positivas, ainda é necessário muito trabalho e persistência por parte dos envolvidos.

 Os remédios, mesmo eficientes, são um suporte médico e devem fazer parte de uma “atitude”. “Não se pode olhar a dependência apenas com um critério biológico”, diz o psiquiatra, que ressalta a importância da psicoterapia e outras terapias mistas no processo

Recuperação física e Mental do dependente químico

 O dependente químico em recuperação é a pessoa que tem uma doença incurável, por isso o dependente está em recuperação pela vida toda, é como se fosse um diabético, não tem cura.

Na doença da dependência química não existe culpado, somente responsável, a culpa termina nela própria, e a responsabilidade começa nela própria. Não sou culpado pela doença , mas sou responsável pelo tratamento e o estar em recuperação.

O primeiro passo para estar em recuperação é parar de usar, não podemos esperar que algo funcione para nós se as nossas mentes e corpos ainda estiverem intoxicados pelo álcool e outras drogas.

O tratamento que só visa a libertação física, o deixar usar as drogas, corre o risco de que nas adversidades, recorrer à ‘mesma solução’ que é usar drogas, pois não ocorreram as mudanças interiores, ou seja o dependente disponha a buscar ajuda no seu interior, para descobrir um novo caminho que igual a um projeto de vida para resgatar-se como ser-ao-mundo. Em um projeto de vida é fundamental que seja em direção ao outro, ou seja que o outro esteja presente. Tratamento é pensar na vida a fim de resgatar de forma autêntica a experiência do EU e do NÓS. No fundo tratar é o dependente recomeçar a gostar de si mesmo, é valorizar a vida. Mudando a si, ao mesmo tempo muda seu posicionamento no social.

O psicólogo Carl Rogers demonstra que em todo organismo, em qualquer nível, existe um movimento em direção ao crescimento. Esse processo é denominado de tendência de realização. Esta tendência de realização pode ser impedida, mas não destruída, a não ser que se destrua o organismo. Por isso afirmamos categoricamente que a drogadição não é uma condição sem esperança, e que existe o tratamento e o estar em recuperação.

O dependente químico em recuperação, quando para de usar apresenta a síndrome de abstinência . Sendo aguda e aparece em horas ou dias, sendo demorada e aparece após meses ou anos.

Síndrome de abstinência psicológica ocorre na mudança da emoção, os sinais e sintomas são:

emocionais- ansiedade [o DQ é o dobro ansioso que a média da população], alteração do humor [mudança brusca de comportamento], agressividade, angústia, irritabilidade, tensão, desorientação no tempo e no espaço, convulsões, paranóia [medo, perseguição, pânico], depressão primária [o DQ gera problemas iguais ao depressivo]. memória – confusão mental, concentração, raciocínio, lapsos de memória, crise de identidade.

sono-sono alterado [insônia ou sono pesado], sonhos aumentados [onde as angústias são resolvidas, a fabricação de coisas boas e a esperança de acontecer], pesadelo [ geralmente com a drogadição ].

Síndrome de abstinência física ocorre as mudanças físicas, os sinais e sintomas são –

alucinações e delírios, dor de cabeça, cãibras, sudorese, dores musculares, tremores, fadiga, oscilação pressão arterial, taquicardia, febre, náuseas, vómitos, diarréia ou intestino preso, falta de apetite.

O dependente após período de tratamento e ao estar em recuperação, começar a construir a sua auto estima através dos seguintes itens –

a minha recuperação não é para as pessoas e sim para eu ter equilíbrio na minha vida – sincero e honesto – não utilizar a manipulação – vá com calma, mas vá – estabelecer e cumprir as metas – ser assertivo – quando do ressentimento se perdoar – evitar amigos da ativa, hábitos, lugares, idéias e diversões – trabalhar o bom humor – evitar o isolamento – ame-se, seja seu melhor amigo – escolher a felicidade – identificar as suas forças – ter um sistema de valores racionais – referir-se a si mesmo com nomes positivos – colocar limite para as críticas destrutivas – melhorar-se, tentar coisas novas – decidir qual o meu valor – respeitar seu corpo com alimentos nutritivos e exercícios – meditar, orar, relaxar, tirar tempo para si mesmo.

O dependente em recuperação, na condição de pessoa tem inúmeros direitos pessoais, destaco o seguinte – dependendo da maneira que trato as pessoas, tenho o direto de exigir coisas dessas pessoas como por exemplo – RESPEITO

A recuperação começa com aplicação dos princípios espirituais contidos nos DOZE PASSOS dos grupos de mútua ajuda [ AA – ALCÓOLICOS ANÔNIMOS , NA – NARCÓTICOS ANÔNIMOS ], em todas as áreas da vida.

Ir as reuniões de recuperação dos grupos de mútua ajuda, aprendemos o valor de conversar com outros dependentes que compartilham dos nossos problemas, esperanças, metas, e reconhecemos que um dependente pode compreender e ajudar melhor outro dependente.

Na recuperação o dependente além de freqüentar as reuniões dos grupos de mútua ajuda, deve fazer terapia com psicólogos, porque a psicoterapia visa ajudá-lo a se conhecer melhor, e ajudar no combate ao hábito obsesivo e compulsivo da doença.

Em recuperação serão apresentados princípios espirituais, como a rendição que é a aceitação da nossa doença e começamos a acreditar, a um nível mais profundo,que também nós podemos nos recuperar e ficamos abertos à mudança , verdadeiramente ocorre a rendição. A rendição significa que não temos mais que lutar. Estamos dispostos a fazer o que for necessário para ficarmos limpos e abstinentes, a tentar um novo modo de vida e até a fazer do que não gostamos.

Quando a vida do dependente parece estar a cair aos pedaços, ele concentra-se nas bases do programa dos DOZE PASSOS, e em ver que a rendição é que a vitória, está em admitirmos a derrota perante a drogadição. O vazio deixado pela drogadição é preenchido através da prática e da vivência dos DOZE PASSOS.

Quando o dependente admite a sua impotência perante as drogas e que tinha perdido o domínio da sua vida, o dependente abre a porta para que um Deus maior que nós nos ajude. Não é onde estávamos que conta, mas para onde estamos indo que importa. Colocamos a vida espiritual em primeiro lugar e aprendemos a usar esses princípios espirituas como a paciência, tolerância, humildade, mente aberta, honestidade e boa vontade nas nossas vidas diárias. São atitudes novas que nos ajudam a admitir os nossos erros e pedir ajuda.

Em recuperação os fracassos são apenas contrariedades temporárias, as crises são, assim, oportunidades para fazer crescer a bagagem de vida, de se ficar mais sábio e para aumentar o crescimento espiritual. Aprendemos que os conflitos são parte da realidade, e aprendemos novas maneiras de resolvê-los, em vez de fugir deles. Aprendemos que, se uma solução não for prática, ela não é espiritual.No passado, transformávamos as situações em problemas; fazíamos uma tempestade de um copo d’água. Foram as nossas grandes idéias que nos trouxeram aqui. Em recuperação, aprendemos a depender de um Deus maior do que nós. Não temos todas as respostas ou soluções, mas podemos aprender a viver sem drogas e um novo modo de vida. Podemos nos manter limpos e apre ciar a vida como ela é, se nos lembramos de viver SÓ POR HOJE.

Não somos responsáveis pela nossa doença, apenas pela nossa recuperação. À medida que começamos a aplicar o que aprendemos,nossas vidas começam a mudar para melhor.Descobrimos que nos tornamos capazes de receber assim como de dar. Passamos a conhecer a felicidade, alegria e liberdade. Não existe um modelo de dependente químico em recuperação. Mas sonhos perdidos despertam e surgem novas possibilidades.

A recuperação torna-se um processo de aproximação, perdemos o medo de tocar e de sermos tocados. Apren- demos que um simples abraço amigo pode fazer toda a diferença do mundo, quando nos sentimos sozinhos. Experimentamos o verdadeiro amor e a verdadeira amizade.

Como dependente em recuperação, temos dificuldades com a aceitação, que é essencial à nossa recuperação. Quando nos recusamos a praticar a aceitação, ainda estamos, de fato, negando a nossa fé num Deus maior que nós. Essa preocupação demonstra que é falta de fé. A rendição da nossa vontade por drogas põe-nos em contato com Deus, que preenche o vazio dentro de nós, que nada podia preencher. Aprendemos a confiar na ajuda de Deus diariamente. Viver SÓ POR HOJE alivia a carga do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as atitudes necessárias, e a deixar os resultados nas mãos de um Deus maior do que nós.

Gradualmente, à medida que nos centramos mais em Deus, do que em nós mesmos, o nosso desespero se transforma em esperança. A mudança também envolve essa grande fonte de medo, o desconhecido. O nosso Deus é a fonte de coragem que precisamos para encarar este medo. Tudo o que conhecemos está sujeito a revisão, especialmente o que sabemos sobre a verdade. Reavaliamos as nossas velhas idéias, a fim conhecermos as novas idéias que levam a uma nova maneira de viver. Reconhecemos que somos humanos com uma doença física, mental e espiritual. Quando aceitamos que a nossa drogadição causou o nosso próprio inferno e que existe um Deus disponível para nos ajudar, começamos a fazer progressos na solução dos nossos problemas.

Na oração da serenidade, vemos que temos algumas coisas temos que aceitar, outras podemos modificar, e a sabedoria para perceber a diferença entre aceitar e modificar, vem com o crescimento espiritual. Se mantivermos diariamente a nossa condição espiritual, será mais fácil lidarmos com a dor e a confusão. Esta é a estabilidade emocional de que tanto precisamos.

Qualquer dependente limpo é um milagre.Mantemos o milagre vivo em contínua recuperação através de atitudes positivas. Se, após algum tempo, sentirmos dificuldades com a nossa recuperação, é porque, provavelmente, paramos de fazer alguma das coisas que nos ajudaram nas fases iniciais da recuperação.

Os três princípios básicos são honestidade, mente aberta e boa vontade.A honestidade inicial que expressamos é o desejo de parar de usar drogas, em seguida, admitimos honestamente a nossa impotência e o fato de nossas vidas estarem incontroláveis. Uma idéia nova não pode ser colocada numa mente fechada, pois isso temos que ter a mente aberta permitindo-nos a ouvir algo que possa salvar nossas vidas.Permite-nos ouvir pontos de vistadiferentes e tirar nossas próprias conclusões. Nos conduz ao próprio discernimento, o qual nos escapou a vida toda. Aprendemos que é normal não termos todas as respostas, pois assim, podemos ser ensinados e aprender a viver a nossa nova vida com sucesso. Porém, a mente aberta sem boa vontade não nos levará a lugar nenhum.

Temos que estar dispostos a fazer o que for necessário para nos recuperarmos. Nunca se sabe quando chegará o momento em que precisaremos usar todo o esforço e energia que temos, só para nos mantermos limpos. Honestidade, mente aberta e boa vontade trabalham lado a lado, a falta de um destes princípios espirituais no nosso programa pessoal pode levar à recaída e, certamente,tornará a recuperação difícil e dolorosa, quando poderia ser simples.

Existem outras pessoas que nos ajudam a desenvolver uma atitude de amor e de confiança nas nossas vidas, exigimos menos e damos mais. Demoramos para ficarmos com raiva e perdoamos com mais rapidez. Onde tem havido o erro, o programa nos ensina o espírito do perdão. Se nos encontrarmos numa situação difícil ou sentirmos a chegada de problemas, aprendemos a procurar ajuda antes de tomarmos decisões difíceis. Sendo humildes e pedindo ajuda, podemos atravessar os momentos mais duros. Eu não posso, nós podemos !!!

Começamos a nos conhecer pela primeira vez.Experimentamos sensações novas – amar, ser amado, saber que as pessoas se importam conosco, e sentir interesse e compaixão pelos outros. Damos por nós fazendo coisas que nunca pensamos em fazer, e gostando de fazê-las. Cometemos erros, e aceitamos e aprendemos com eles.Experimentamos o fracasso e aprendemos a ter sucesso. Muitas vezes, temos que encarar algum tipo de crise na nossa recuperação, como a morte de um ente querido, dificuldades financeiras, ou um divórcio. São realidades da vida que não se vão só porque estamos limpos. Alguns de nós, mesmo depois de anos em recuperação, ficam sem emprego, sem casa ou sem dinheiro. Alimentamos o pensamento de que não estava valendo a pena ficarmos limpos e os velhos pensamentos incitam a autopiedade, o ressentimento e a raiva. Não importa o quão dolorosa as tragédias da vida possam ser para nós, uma coisa é certa – não temos que usar drogas, aconteça o que acontecer !!!

Aprendemos a valorizar o respeito dos outros. Ficamos felizes quando as pessoas possam contar conosco. Pela primeira vez nas nossas vidas, podemos ser solicitados para cargos de responsabilidades em organizações na sociedade. Nossas opiniões são procuradas e respeitadas pelas outras pessoas . Conseguimos apreciar nossas famílias de uma nova maneira, e ser de valor para eles, e não um fardo ou um embaraço, hoje a família podem se orgulhar de nós. Nossos interesses individuais podem se ampliar e incluir questões sociais ou políticas. Passatempos e diversões dão-nos um novo prazer. É uma sensação boa sabermos que, além de sermos úteis ao outros como dependente em recuperação, também temos valor como seres humanos.

Ajudar os outros é talvez a mais elevada aspiração da alma humana, e levar a mensagem de que existe recuperação para o dependente químico na ativa, pode ser conseguida quando o dependente em recuperação, mostrar através do seu exemplo de uma vida vivida de acordo com os princípios espirituais, é realmente a mensagem mais poderosa que podemos transmitir. Voltamos a lembrar, que um dependente pode compreender e ajudar melhor um outro dependente.

Em recuperação, nos esforçamos por sentir gratidão,pela contínua consciência de Deus. Sempre que nos encontamos com uma dificuldade que achamos que não conseguimos resolver, pedimos a Deus que faça por nós o que não podemos fazer. O crescimento espiritual é um processo contínuo. Experimentamos uma visão mais ampla da realidade, à medida que crescemos espiritualmente. É possível que o dependente em recuperação esteja extremamente doente mentalmente e ainda assim possua uma `vontade de crescer’ muito forte, neste caso, a cura realizar-se-á , através da espiritualidade. Espiritualidade é a qualidade do relacionamento com que ou com o que é mais importante na minha vida. Eu sou o mais importante, sou eu que persigo essa qualidade de vida, que é formado pelos relacionamentos que tenho com os pontos da minha vida, que são os seguintes –

profissional …………………………… ter disciplina

físico e financeiro …………………. ter aceitação

social e lazer ………………………….. ter auto respeito

familiar ………………………………….. ter unidade

emocional e espiritual …………… ter honestidade, que é acreditar em DEUS, em AA e NA, no EU, no OUTRO.

Quando nos amamos, somos capazes de amar verdadeiramente os outros. O amor é a vontade de se esforçar para crescer espiritualmente. As pessoas genuinamente amorosas são, por definição, pessoas que crescem. Pois a jornada rumo ao crescimento espiritual exige coragem, iniciativa e independência de pensamentos e ações. Descobrimos que a maneira de continuarmos a ser pessoas produtivas e responsáveis da sociedade é colocarmos a nossa recuperação em primeiro lugar. Só o fato em parar de usar drogas e ter uma postura de bem viver, já estamos contribuindo e sendo produtivos para a sociedade.

Na frase de Cristo – “Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos”, poderia ser traduzida como, “Todos nós somos chamados para estar em recuperação e para ela, mas poucos escolhem escutar o chamado”.

Quando e porque se torna alcoólatra

Quando e porque se torna alcoólatra?

Quando e porque se torna Alcoólatra? Ao longo da história diferentes explicações foram dadas para o fato de uma  pessoa ser dependente de álcool.

Por muito tempo se julgou que beber em excesso era um problema moral, fruto dafalta de autocontrole do indivíduo em relação ao seu impulso. De acordo com esta perspectiva, um alcoólatra era alguém sem “fibra moral” para resistir à tentação.

Estudos mais recentes apontavam que o alcoolismo era uma doença genética, hereditária e crônica, determinada biologicamente.

O indivíduo já nasceria com a “doença” e a única maneira de evitar o seu desenvolvimento seria a abstinência total, durante toda a vida.

Existem hoje pesquisas que descrevem determinantes dos comportamentos aditivos (como a dependência de álcool) nos quais se incluem os fatores ambientais, crenças, expectativas, história familiar e individual.
Segundo esta perspectiva, estes hábitos são aprendidos e se baseiam na obtenção de prazer e na redução de tensão ou ansiedade.

Hoje, com a aprendizagem dessas diferentes teorias, pode-se dizer que ninguém nasce dependente de uma droga.

A pessoa desenvolve uma relação com a droga que evolui para a dependência.

Não existe um único fator que determine, de forma definitiva, que pessoas ficarão dependentes do álcool, mas uma combinação de fatores contribui para que alguém tenha maiores chances de desenvolver problemas com relação ao álcool.

Entre esses fatores, podem-se contar os efeitos que a bebida causa fisicamente na pessoa e que não são idênticos para todos.

Um exemplo disto é a ressaca depois da ingestão de álcool.

Como esta substância deprime o sistema nervoso central, deixando a pessoa mais relaxada, é possível, por exemplo, que após passar o seu efeito, o organismo sinta falta do álcool e ela volte a beber, para voltar a “se sentir bem”.

São fatores de natureza biológica.

Os fatores psicológicos associados ao desenvolvimento do alcoolismo podem incluir características de personalidade, como a tendência à ansiedade, insegurança, medo ou angústia, para os quais o indivíduo busca alívio por meio da bebida.

Há pessoas mais frágeis para enfrentar adversidades e problemas e podem, diante deles, desenvolver padrões inadequados de consumo de álcool.

Existem também os fatores ambientais que interferem nos padrões de consumo de álcool, entre os quais os hábitos familiares, a cultura da sociedade, estimulando ou restringindo o consumo, os rituais e costumes da comunidade, a oferta de bebidas, a informação, a propaganda e outras várias influências no desenvolvimento das relações da pessoa com a bebida.

Enfim, é a interação desses fatores, biológicos, psicológicos e sociais, bem como as decisões e comportamentos do indivíduo, que podem determinar o processo no qual a pessoa ficaria, gradualmente, ao longo dos anos, dependente do álcool.

Nem sempre é fácil identificar a diferença entre uma pessoa que é dependente da bebida (alcoólatra) e aquela que bebe em excesso ou que apresenta problemas relacionados com o seu consumo, sem se configurar como um caso de dependência.

O álcool é extremamente inadequado como calmante, ou como estratégia para enfrentar problemas, pois embora produza um efeito mais imediato de euforia, esta é seguida de depressão do sistema nervoso, deixando o indivíduo mais desconfortável e ansioso.

Além disso, o uso abusivo de álcool muitas vezes é causador de acidentes, intoxicações, nervosismo, e outros problemas físicos, psicológicos e sociais. Existem sinais que demonstram quando, além de estabelecer uma relação arriscada com a bebida, a pessoa está evoluindo para a dependência.

Eis alguns deles:

1. Aumento da quantidade de bebida e da freqüência do beber (vários dias por semana, mais de uma vez por dia);

2. Dificuldade de controlar o consumo da bebida, compulsão por beber e dificuldade de estabelecer limites de término do consumo;

3. Abandono de outros interesses ou prazeres em favor do uso da bebida;

  1. Aumento da tolerância ao álcool (aumento da dose de bebida para obter o mesmo efeito);

    5. Persistência no uso do álcool a despeito da evidência clara das conseqüências nocivas deste hábito;

    6. Apresentação da síndrome de abstinência (cujos sintomas mais comuns são ansiedade, insônia, irritabilidade, tremores, náusea, vômitos, cefaléia, pesadelos, alucinações) Estes fenômenos representam sinais da síndrome de abstinência quando são aliviados com a bebida.

    Quando a pessoa apresenta mais de um destes seis sintomas enunciados, é bastante provável que esteja tornando-se um dependente do álcool.

Internação Involuntária Psiquiátricalei Atual

 Internação psiquiátrica: Involuntária lei atual

LEI N° 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 (publicada no D.O.U. de 9.4.2001)

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.

Art. 2o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo.

Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

I – ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;

II – ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;

III – ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;

IV – ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

V – ter direito à assistencia médica, para esclarecer a necessidade de sua internaçao involuntária;

VI – acesso aos meios de comunicação disponíveis; data prevista

VII – receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

VIII – ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;

IX – ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

Art. 3o É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.

Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

  • 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.
  • 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.
  • 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2o.

Art. 5o O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.

Art. 6o A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

I – internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

II – internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e

III – internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

Art. 7o A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento.

Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

  • 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, ser pelo responsável técnico (MEDICO) do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.
  • 2o O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

Art. 9o A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.

Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.

Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei.

Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 6 de abril de 2001; 180o da Independência e 113o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Jose Gregori  /  José Serra

 019-3861-0421 – 9130-4115

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Dependente Químico na Ativa

Dependente Químico na Ativa

As drogas é a causa da deterioração da vida é, no mínimo, uma inversão de valores.

É o próprio sistema social que cria uma tendência a proliferação da drogadição.

 O dependente químico na ativa é a pessoa que está fazendo o abuso de álcool e de outras drogas, o real é ter a obsessão que é a idéia fixa por droga, e a compulsão é quando inicia e não consegue parar. Com isso o dependente apresenta uma doença incurável, de decadência física, mental, emocional e espiritual e poderá ter um amargo fim ;- prisão, instituições [internações em hospitais ] ou a morte.
Antigamente o uso de drogas era um elemento de integração. Utilizada na maioria das vezes por adultos, com objetivos místicos, religiosos, intelectuais ou guerreiros por certos grupos e em certas circunstâncias. A droga estava inserida num momento sócio-cultural, ou seja, a maconha era utilizada no oriente, o álcool no ocidente.

Atualmente o uso de drogas é um elemento de desintegração, ocupando o espaço da intimidade das relações entre a pessoas. A droga não é tratada como assunto de saúde pública e sim como uma questão econômica, visto que a plantação, produção e comércio das drogas ocupam o terceiro lugar na economia mundial.

Uma das formas de entender a drogadição é atribuir à droga como o problema fundamental do dependente, por exemplo – a mídia e alguns especialistas descrevem sobre as drogas de uma forma sensacionalistas. Ficando a falsa impressão que o dependente é um ser que aceita sem critica à droga e que está dominado por um vírus. Com isso fala-se muitos nas drogas e talvez seja essas as formas, cremos inconscientes, mais contundentes de propaganda das drogas. Que poder enfim damos às drogas !!!

A função primordial do uso de drogas na sociedade é, antes de obter o prazer, é o de evitar em pensar, é de não sofrer. O uso de drogas é uma tentativa então de não sentir a dor existencial.

Dizer que as drogas é a causa da deterioração da vida é, no mínimo, uma inversão de valores.É o próprio sistema social que cria uma tendência a proliferação da drogadição.

A droga é apenas uma questão de objeto . Não é a droga que tem o poder, é a pessoa dependente que está fragilizada. Na maneira de compreender a drogadição como manifestação humana, o centro ou o núcleo do enfoque deve ser a existência, estamos interessados na questão humana.

O dependente não adoeceu porque começou a tomar drogas, mais sim por estar adoecido existencialmente bus- cou nas drogas uma ‘solução’ ou ‘cura’ para suas feridas mais íntimas.

 

Dependente químico dependência química-alcoolismo

Seja bem vinda(o) Clínica dependentes Iluminada ?
Nossos Tratamentos dependentes químicos!

 “O dependente químico em recuperação é a pessoa que tem uma doença incurável, por isso o dependente químico está em recuperação pela vida toda”, é como se fosse um diabético, não tem cura.

Na doença da Dependência química não existe culpado, somente responsável, a culpa termina nela própria, e a responsabilidade começa nela própria. Não sou culpado pela doença , mas sou responsável pelo tratamento e o estar em recuperação. O primeiro passo para estar em recuperação é parar de usar, não podemos esperar que algo funcione para nós se as nossas mentes e corpos ainda estiverem intoxicados pelo álcool e outras drogas.

O Tratamento drogas e alcoolotra que só visa a libertação física, o deixar usar as drogas, corre o risco de que nas adversidades, recorrer à ‘mesma solução’ que é usar drogas, pois não ocorreram as mudanças interiores, ou seja o dependente disponha a buscar ajuda no seu interior, para descobrir um novo caminho que igual a um projeto de vida para resgatar-se como ser-ao-mundo.

Em um projeto de vida é fundamental que seja em direção ao outro, ou seja que o outro esteja presente.
Tratamento é pensar na vida a fim de resgatar de forma autêntica a experiência do EU e do NÓS.
No fundo tratar é o dependente recomeçar a gostar de si mesmo, é valorizar a vida. Mudando a si, ao mesmo tempo muda seu posicionamento no social.

O psicólogo Carl Rogers demonstra que em todo organismo, em qualquer nível, existe um movimento em direção ao crescimento. Esse processo é denominado de tendência de realização.

Esta tendência de realização pode ser impedida, mas não destruída, a não ser que se destrua o organismo. Por isso afirmamos categoricamente que a drogadição não é uma condição sem esperança, e que existe o tratamento e o estar em recuperação.

O dependente químico em recuperação, quando para de usar apresenta a síndrome de abstinência . Sendo aguda e aparece em horas ou dias, sendo demorada e aparece após meses ou anos.

O dependente químico após período de tratamento e ao estar em recuperação, começar a construir a sua auto estima através dos seguintes itens

” a minha recuperação não é para as pessoas e sim para eu ter equilíbrio na minha vida – sincero e      onesto” – não utilizar a manipulação – vá com calma, mas vá – estabelecer e cumprir as metas – ser assertivo – quando do ressentimento se perdoar – evitar amigos da ativa, hábitos, lugares, idéias e diversões – trabalhar o bom humor – evitar o isolamento – ame-se, seja seu melhor amigo – escolher a felicidade – identificar as suas forças – ter um sistema de valores racionais – referir-se a si mesmo com nomes positivos – colocar limite para as críticas destrutivas – melhorar-se, tentar coisas novas – decidir qual o meu valor – respeitar seu corpo com alimentos nutritivos e exercícios – meditar, orar, relaxar, tirar tempo para si mesmo.

” O dependente químico em recuperação, na condição de pessoa tem inúmeros direitos pessoais, destaco o seguinte – dependendo da maneira que trato as pessoas, tenho o direto de exigir coisas dessas pessoas como por exemplo”
A recuperação começa com aplicação dos princípios espirituais contidos nos DOZE PASSOS dos grupos de mútua ajuda [ AA – ALCÓOLICOS ANÔNIMOS , NA – NARCÓTICOS ANÔNIMOS ], em todas as áreas da vida.

Ir as reuniões de recuperação dos grupos de mútua ajuda, aprendemos o valor de conversar comoutros dependente químico que compartilham dos nossos problemas, esperanças, metas, e reconhecemos que um dependente químico pode compreender e ajudar melhor outro dependente químico.

Na recuperação o dependente químico além de freqüentar as reuniões dos grupos de mútua ajuda, deve fazer terapia com psicólogos, porque a psicoterapia visa ajudá-lo a se conhecer melhor, e ajudar no combate ao hábito obsesivo e compulsivo da doença.

Em recuperação serão apresentados princípios espirituais, como a rendição que é a aceitação da nossa doença e começamos a acreditar, a um nível mais profundo,que também nós podemos nos recuperar e ficamos abertos à mudança , verdadeiramente ocorre a rendição. A rendição significa que não temos mais que lutar. Estamos dispostos a fazer o que for necessário para ficarmos limpos e abstinentes, a tentar um novo modo de vida e até a fazer do que não gostamos.

Quando a vida do dependente químico parece estar a cair aos pedaços, ele concentra-se nas bases do programa dos DOZE PASSOS, e em ver que a rendição é que a vitória, está em admitirmos a derrota perante a drogadição. O vazio deixado pela drogadição é preenchido através da prática e da vivência dos DOZE PASSOS.

Quando o dependente químico admite a sua impotência perante as drogas e que tinha perdido o domínio da sua vida, o dependente químico abre a porta para que um Deus maior que nós nos ajude. Não é onde estávamos que conta, mas para onde estamos indo que importa

Colocamos a vida espiritual em primeiro lugar e aprendemos a usar esses princípios espirituas como a paciência, tolerância, humildade, mente aberta, honestidade e boa vontade nas nossas vidas diárias. São atitudes novas que nos ajudam a admitir os nossos erros e pedir ajuda.

Em recuperação os fracassos são apenas contrariedades temporárias, as crises são, assim, oportunidades para fazer crescer a bagagem de vida, de se ficar mais sábio e para aumentar o crescimento espiritual.

Aprendemos que os conflitos são parte da realidade, e aprendemos novas maneiras de resolvê-los, em vez de fugir deles. Aprendemos que, se uma solução não for prática, ela não é espiritual.No passado, transformávamos as situações em problemas; fazíamos uma tempestade de um copo d’água.

Foram as nossas grandes idéias que nos trouxeram aqui. Em recuperação, aprendemos a depender de um Deus maior do que nós.

Não temos todas as respostas ou soluções, mas podemos aprender a viver sem drogas e um novo modo de vida. Podemos nos manter limpos e apre ciar a vida como ela é, se nos lembramos de viver SÓ POR HOJE.
Em recuperação, nos esforçamos por sentir gratidão,pela contínua consciência de Deus. Sempre que nos encontamos com uma dificuldade que achamos que não conseguimos resolver, pedimos a Deus que faça por nós o que não podemos fazer.

O crescimento espiritual é um processo contínuo. Experimentamos uma visão mais ampla da realidade, à medida que crescemos espiritualmente.

É possível que o dependente químico em recuperação esteja extremamente doente mentalmente e ainda assim possua uma `vontade de crescer’ muito forte, neste caso, a cura realizar-se-á , através da espiritualidade.

Espiritualidade é a qualidade do relacionamento com que ou com o que é mais importante na minha vida.
Eu sou o mais importante, sou eu que persigo essa qualidade de vida, que é formado pelos relacionamentos que tenho com os pontos da minha vida, que são os seguinte.

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